16/4/2009

Paladin investe no mercado popular (Valor Econômico)


O fundo americano Paladin, que comprou a Impar no fim do ano passado, dá um passo em direção ao mercado de construções populares no Brasil. Desta vez, escolheu uma operação ainda pequena, a construtora Altana, criada há apenas cinco anos e que atua nos mercados de São Paulo e Minas Gerais. As empresas formaram uma joint venture e investiram juntas, U$ 30 milhões.

O objetivo da parceria é desenvolver empreendimentos residenciais entre R$ 60 mil e R$ 130 mil e atender famílias com renda mensal média entre três e dez salários mínimos, justamente o público beneficiado pelo pacote habitacional do governo. Com novo fôlego financeiro, a empresa sai de modestas 300 unidades por ano para cerca de 3 mil nos próximos dois anos.

A Altana não revela quanto cada parceiro investiu no negócio, nem quem é majoritário. Em São Paulo, a empresa atua nas zonas Norte e Oeste, além de Osasco, Barueri, Carapicuíba e Cotia. Seu último lançamento foi na Freguesia do Ó, com apartamentos em torno de R$ 110 mil. A corrida para abocanhar a demanda adicional que o plano habitacional irá gerar inclui desde as grandes de capital aberto até companhias menores e regionais. "Nosso foco é totalmente nesse segmento", diz Frederico Azevedo, diretor da Altana.

O Paladin atua desde 1995 na administração de fundos e investe nos Estados Unidos e países emergentes. Sediado na cidade de Los Angeles, na Califórnia, com escritórios também em Nova Jersey, Argentina e Turquia. No Brasil, o fundo comprou 52% da Inpar em dezembro, via aumento de capital de R$ 180 milhões.

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