22/5/2013

Altana e Paladin fecham nova joint venture


Por Chiara Quintão | De São Paulo

A incorporadora Altana e a Paladin Realty Partners formaram a segunda joint venture para desenvolvimento imobiliário. As duas partes vão investir, em conjunto, R$ 120 milhões, para lançar o Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 500 milhões em dois anos. Com a nova parceria, os lançamentos da Altana em conjunto a Paladin ficarão próximos a R$ 1 bilhão no período de seis anos, contados desde 2009.

O percentual de cada sócio na nova joint venture não é divulgado. O diretor-executivo da Altana, Frederico Melo Azevedo, informou que um fundo da Paladin é majoritário, assim como ocorreu na primeira parceria.

A Altana só vai desenvolver empreendimentos por meio da joint venture. A atuação continuará na Grande São Paulo, assim como na primeira parceria, mas a região de Campinas será incluída. "Nossa estrutura possibilita lançamentos de R$ 200 milhões a R$ 250 milhões por ano", afirma Azevedo.

Do total de R$ 500 milhões a serem lançados, 60% serão imóveis com preço unitário de até R$ 200 mil e 40%, com valor de R$ 250 mil a R$ 450 mil. Todos os empreendimentos desenvolvidos na primeira parceria tinham unidades com preço de até R$ 200 mil, a maioria enquadrada no programa habitacional Minha Casa, Minha Vida.

A diversificação, na nova etapa, possibilita melhora das margens e diluição dos riscos. Nos empreendimentos da primeira parceria entre Altana e Paladin, a margem líquida média foi de 18,5%, conforme o executivo.

A primeira joint venture entre Altana e Paladin foi formada no início de 2009. Inicialmente, estavam previstos investimentos de R$ 60 milhões, mas o valor chegou a cerca de R$ 100 milhões, com reinvestimentos, novos aportes dos parceiros e recursos de outros sócios em projetos.

A primeira parceria inclui nove projetos, oito já lançados, com VGV total de R$ 495 milhões. O último lançamento dessa joint venture será feito na próxima semana. Das 2,673 mil unidades lançadas na joint venture formada em 2009, 2,6 mil foram vendidas. "Nunca começamos uma obra sem o empreendimento estar 100% vendido", diz Azevedo.

Conforme o executivo, não há problemas de demanda se o terreno for bem localizado. A preferência é pela compra de áreas em dinheiro. "Problemas de demanda ocorrem com produto errado no lugar errado", diz. Azevedo. Ele disse esperar que os preços dos imóveis tenham alta em linha com a inflação neste ano. A Paladin é controladora da Viver Incorporadora.


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